quarta-feira, 5 de maio de 2010

Apagão de talentos é um dos desafios das empresas no Brasil

Passada a crise econômica, as empresas deverão observar algumas lições decorrentes do período, se quiserem assegurar a manutenção de seus negócios. Algumas questões, que antes da eclosão da crise já estavam presentes no dia a dia das empresas, ressurgem e preocupam como a falta de talentos, de profissionais especializados, a necessidade de inovação e a concorrência da China. Estes foram alguns pontos que executivos e presidentes de empresas líderes em seus segmentos debateram, em março, durante a Usina do Conhecimento, realizada na Escola de Marketing Industrial (EMI). “A crise não foi suficiente para levar as empresas a se transformarem”, observou José Carlos Teixeira Moreira, presidente do Instituto e da Escola de Marketing Industrial, na abertura do encontro.

Talento e concorrência
Um dos temas que causa maior apreensão aos gestores é o chamado “apagão” de talentos. Embora se constate uma recuperação dos negócios no pós-crise, muitas empresas, ansiosas em buscar apenas resultados expressivos, tendem a priorizar mudanças baseada na substituição de pessoas, e não na estratégia de negócio. Aliada a esse contexto de valorização profissional, está também a necessidade de se fazer as coisas de um jeito diferente do convencional. Para José Carlos Teixeira Moreira, a criatividade se torna fundamental não só para recuperar, mas para que a empresa possa se destacar no mercado. “O momento posterior a uma crise é o ideal para aplicar a inovação nas corporações, seja pela tecnologia ou pelas ideias”, diz.
Como parte dessa forma de agir diferente, o especialista sugere olhar para a China sob uma nova perspectiva. Muitas empresas brasileiras estão se utilizando da estrutura logística, do preço e da matéria prima chinesa para assegurar o desenvolvimento dos seus negócios no mercado interno. Há também empresas que estão se instalando naquele país como forma da se tornarem mais competitivas globalmente, fenômeno já bem comum entre empresas americanas, alemãs e britânicas. O ano eleitoral também chama atenção dos executivos, porém, a maioria acredita que 2010 será um ano promissor. O presidente da EMI finalizou o encontro acresescentando: “Não há percepção de mudar a forma de trabalhar, apenas avaliar o retrospecto para melhor aplicação dos recursos”.