sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Manual de etiqueta para não manchar sua reputação na festa da empresa

Beber em excesso, falar demais e até o modo de dançar podem abalar a sua imagem
Por Camila Michel

Os preparativos para as festas de final de ano já estão com tudo. No Trabalho, a confraternização da empresa é perfeita para reunir os funcionários, comemorar os resultados do ano e se preparar para as férias. Só que a dúvida de muita gente é como deve ser a postura no encontro da firma.

Afinal, posso me portar como me comportaria em uma festa de amigos, por exemplo? Ou preciso me conter e deixar o divertimento de lado? Mas não é uma festa? Para acabar com todo tipo de impasse, o MinhaVida conversou com a consultora de etiqueta Ligia Marques. "O principal é não esquecer que a comemoração está diretamente envolvida com o trabalho. Se a pessoa mantiver esse pensamento, as chances de errar são mínimas", explica.
Festa de final de ano
Não exagere no álcool
Existem aqueles que exageram na dose de bebidas alcoólicas e aqueles que ficam com a boca seca a festa inteira, com medo de perder a reputação construída ao longo do ano.

De acordo com a especialista, o meio termo é ideal, assim você aproveita, mas não paga nenhum mico. "Você gostaria de passar vergonha na frente dos diretores e gerentes da sua empresa? Com certeza a resposta é negativa, não é mesmo? Então não abuse da bebida. O ideal é parar antes do que você acredita ser o seu limite", explica. "Mas, se a bebida está inclusa no cardápio da festa, significa que o consumo está liberado. Então, não precisa recusar só por que acha que vai fazer feio", diz.

A especialista também ressalta que ficar embriagado na comemoração pode, realmente comprometer a sua imagem perante os colegas e os diretores. "Não acho que os chefes fiquem observando os funcionários durante a festa, por isso afirmo que todos devem agir normalmente. Porém, se você ficar bêbado e começar a chamar atenção, é claro que todos irão perceber, e a consequência não será nada positiva. Afinal, quem deseja ter na empresa um funcionário que sabe se controlar?", diz a especialista.

Mas, se um amigo passar mal durante a festa por causa da bebida, a consultora explica que você pode (e deve) ajudar, mas faça isso com discrição para que as pessoas ao redor não percebam. "Se um colega da empresa começar a mostrar que está sob o efeitos do álcool, faço o possível para retirá-lo do ambiente", explica Ligia Marques.
Festa de final de ano
Acerte no visual
Claro, que a roupa certa vai depender do tipo de festa. O seu visual deve casar com o estilo e com o traje dos outros convidados, mas algumas dicas servem para todas as situações. "No caso das mulheres, estão vetados os decotes exagerados ou as roupas cheias de brilho e supercurtas. Os homens devem ficar longe das peças extravagantes. Durante a festa da empresa, devemos respeitar as roupas que usamos para o trabalho. Afinal, é uma confraternização e não um desfile. Escolha a opção básica e bonita", diz Ligia.

Uma dica da consultora é conversar com os colegas de trabalho. Ao saber as roupas que eles vão usar, fica mais fácil escolher sua opção, sem ficar com medo de destoar do resto dos funcionários.

Azaração na medida certa
Está paquerando alguém do escritório? A festa pode ser um bom momento para você conhecer melhor a pessoa, mas, os beijos e os carinhos devem acontecer longe da festa e dos demais colegas de trabalho. "Mesmo que a empresa seja considerada liberal nesse sentido, é preciso tomar alguns cuidados. Pode conversar e bater papo com a pessoa, mas, se perceber que a coisa vai ficar mais séria, estique a noite em outro lugar e guarde as carícias para outro ambiente", diz a especialista. 
Dance sem soltar as feras
Sua música preferida começa a tocar, então você corre para a pista e começar a dançar como se estivesse na sala da sua casa, certo?

Nada disso, de acordo com a especialista, dançar pode, mas fazer de conta que está na balada é um baita deslize. "Basta saber se controlar. Dance com classe, sem fazer movimentos espalhafatosos e que chamem a atenção, caso contrário, você pode virar a atração da festa - e de forma negativa", ressalta. "Outra dica é evitar a performance com músicas que apresentam danças provocantes e sensuais, como o funk", diz.
Etiqueta na mesa
Na hora de comer
Normalmente, o convite da festa já vem acompanhado com o cardápio que será servido. Para evitar problemas, prepare-se para o momento da refeição. "O comportamento para a hora da refeição também é diferenciado, dependendo do tipo de festa. Mas, as dicas principais que servem para todos os eventos são: saber segurar os talheres de forma correta e educada, não lotar o prato de comida, não ficar grudado ao lado da mesa e evitar desperdícios", lembra a consultora.
Chame a atenção positivamente
Para chamar atenção positivamente basta não exagerar, além de conversar e ser simpático com os colegas. "Aproveite para conversar com aquelas pessoas que você não conhece muito bem. Se divertir e deixar de lado os problemas do escritório também ajuda", diz a especialista. "Vale lembrar que brigas e provocações devem permanecer longe da confraternização, por isso, se existir uma pessoa que não agrada, fique distante e evite manter contato, sem que as outras pessoas percebam, é claro."

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Participar e criar produtos com consumidores são o futuro da competitividade

Renkat Ramaswamy é Ph.D em Administração pela University of Pennsylvania, professor de marketing na Universidade de Michigan, um dos autores do livro “O futuro da competição: como desenvolver diferenciais inovadores em parceria com os clientes”. De acordo com a BusinessWeek, um dos dez livros mais lidos de 2004 sobre administração. Além disso, possui artigos publicados pela Harvard Business Review e é chairman e co-fundador da Experience Co-Creation Partnership (ECCP), onde seu trabalho no Brasil é representado pela Symnetics.

Em sua passagem na ExpoManagement 2009, falou sobre “Como liberar o poder da co-criação de valor com o cliente para inovar o futuro de sua empresa”.

 Ramaswamy exemplifica que a evolução de nossas experiências como seres humanos surgem à medida que a sociedade também evolui.


Toda a argumentação de Ramaswamy, primorosamente executada, foca na era da participação, da colaboração e como os consumidores podem influenciar toda a cadeia de valor de uma empresa através do conteúdo que podem gerar.

 Ramaswamy deixa bem claro que o segredo para obter sucesso na criação de valor na próxima geração é através da co-criação, utilizando o envolvimento do usuário, consumidor na empresa.

O primeiro case que ilustra bem o que foi dito é o da Nike. O palestrante cita os programas Nike ID e Nike + e faz uma análise profunda de como a interação do usuário traz valor para o sistema da empresa, através de novas plataformas de envolvimento “de fora para dentro”. 



O próximo case de interação foi o da StarBucks com o MyStarbucksIdea.com, na qual os consumidores poderiam dar idéias, das mais variadas, para a Starbucks e elas seriam votadas pelos próprios usuários, melhoradas e, posteriormente, utilizadas, de acordo com um critério pré estabelecido. Com isso, a StarBucks buscou proporcionar uma experiência única para o usuário onde ele poderia se sentir parte da empresa.



Nota: Este case já foi muito criticado por especialistas em Mídias Sociais, mas independente do resultado, a Starbucks conseguiu, no mínimo, um hype absurdo e um aumento significativo no número de menções online e offline.

Venkat Ramaswamy continua com outros cases que mostram a importância da interação com o usuário e como as empresas podem se aproveitar disso para agregar valor a marca e criar uma experiência diferenciada para o seu usuário, promovendo transparência e gerando autenticidade.

 Dando uma atenção especial ao Brasil, ele também citou cases do SENAI e do Hospital Moinhos de Vento. 


No SENAI, os alunos tiveram o link com o mundo profissional reduzido, tendo a oportunidade de vivenciar o lado profissional na prática antes de decidir o curso que iria frequentar. Uma iniciativa simples com resultados surpreendentes, que gerou uma nova experiência para o consumidor e proporcionou uma diminuição de riscos no fator “escolha” do aluno.

Finalizando, Ventak nos deixa um framework de como tornar uma empresa co-Criativa e propõe que a co-criação, como já demonstrado nos cases, afete não só os consumidores, mas funcionários, fornecedores, parceiros, investidores e demais stakeholders. 



Estêvão Soares é o enviado especial do Portal administradores.com.br para o ExpoManagement 2009